Perguntas e respostas oxímetro ispO2

 

Os oxímetros tem onda de pletismografia?
Sim, na utilização do iSpO2 teremos a onde de plestismografia na tela do seu celular/tablete.

 

Serve em todas as plataformas de smartphone?
Nas plataformas do iOS 9 e 10 e Android Jelly Bean (menos o 4.1 e 4.2), KitKat, Lollipop, e Marshmallow.

 

Qual a compatibilidade com iOS?
iOS – iPad Air 2, iPad Air, iPad 4, iPad 3, iPad Mini (4th generation), iPad Mini (3rd generation), iPad Mini (2nd generation), iPad Mini (1st generation), iPhone 7 Plus, iPhone 7, iPhone 6S Plus, iPhone 6S, iPhone 6 Plus, iPhone 6, iPhone 5C, iPhone 5S, iPhone 5, iPhone 4S, iPod touch (5th generation).

Android – Samsung Galaxy Note 10 (2014 edition), Samsung Galaxy Note 4, Samsung Galaxy Note 3, Samsung Galaxy Note II, Nexus 9, Nexus 7, Nexus 6, Nexus 5, Samsung Galaxy S6, Samsung Galaxy S5, Samsung Galaxy S4, Samsung Galaxy S3, Huawei Ascend Mate 7, Droid Mini, Motorola RAZR M, Xiaomi Mi4, Micromax Canvas Juice 2, Micromax Unite 3.

 

Qual é o diferencial da aferição dos produtos de vocês?
O processamento de sinais da Tecnologia de Extração de Sinal – Masimo SET® é diferente do utilizado em oxímetros de pulso convencionais pois faz leitura de oximetria em pacientes que apresentam movimento e baixa perfusão. Barker (2002) mostrou que a oximetria da Masimo teve a melhor performance entre outros 20 aparelhos testados. E o índice de Perfusão (PI), com valores até 0,02% (extrema baixa perfusão) que nos dá informações sobre a hemodinâmica do paciente. Piasek CZ et.al (2014) coloca o PI como um possível parâmetro padrão durante avaliações clínicas.

Os oxímetros de pulso convencionais presumem que o sangue arterial é o único sangue em movimento (pulsátil) no local da medição. No entanto, durante a movimentação do paciente, o sangue venoso também se move, fazendo com que os oxímetros de pulso convencionais leiam valores baixos, por não serem capazes de distinguir entre o movimento do sangue arterial e do sangue venoso (algumas vezes denominado como ruído). E então neste momento temos o falso alarme.

 

Qual tecnologia que o oxímetro de vocês utiliza?
A oximetria de pulso Masimo SET® utiliza mecanismos paralelos e filtragem digital adaptativa. Os filtros adaptativos são sofisticados, pois podem se adaptar aos sinais fisiológicos variáveis, e/ou ao ruído, e separá-los examinando o sinal completo e fracionando-o em seus componentes fundamentais. O algoritmo de processamento de sinais do Masimo SET®, Discrete Saturation Transform® (DST®), em paralelo com o Fast Saturation Transform (FST®), identifica com segurança e isola o ruído, usando filtros adaptativos para cancelá-lo. Em seguida, o algoritmo relata a saturação de oxigênio arterial real para exibição no monitor.

 

Quais são os procedimentos que posso utilizar esse produto?
Qualquer procedimento que há a necessidade de monitorização de SpO2, frequência de pulso, índice de perfusão e qualidade de sinal.

 

Qual a importancia de utilizar esses produtos em procedimentos de rotina?
Se para o procedimento de rotina, existe a necessidade de monitorização de SpO2 e frequência de pulso, utilizando a tecnologia Masimo SET® você terá a garantia de valores mais acurados e leituras mais fidedignas reduzindo drasticamente os alarmes falsos.

Diabetes melitus: o controle glicêmico adequado

Após iniciado o tratamento do diabetes mellitus (DM) (NOSSO CLÍNICO, edições 105 a 108), recomenda-se avaliações periódicas do paciente diabético. A terapia não deve ser direcionada única e exclusiva à glicemias individualizadas, ou seja, os ajustes na dose da insulina devem ser realizados com cautela, avaliando-se além da presença ou ausência das manifestações clínicas, as etapas do maneja e/ou aplicação da insulina, bem como a presença de doenças concomitantes ao DM.

Recomendo a avaliação periódica e presencial do paciente diabético e dos tutores. Glicemias pontuai e individualizadas não possibilitam determinar se a dose da insulina deverá ser mantida, aumentada ou diminuída. É preciso avaliar se o paciente está alerta, ativo ou prostrado, além do monitoramento do seu peso corpóreo (ganho excessivo ou perda de peso). A realização do exame físico do paciente é fundamental. A percepção dos tutores em relação ao tratamento é tão importante quanto os valores glicêmicos.

A ausência de adequado controle glicêmico pode estar relacionada a diversos fatores, entre eles, fatores humanos, fatores associados ao manejo da insulina e os fatores associados à doenças concomitantes.

 

Fatores humanos

O fato de pessoas diferentes administrarem a insulina ao mesmo paciente pode ser um dos motivos quando se verifica um controle inadequado. Nesta situação, é imprescindível a presença dos tutores no consultório veterinário para que possam acompanhar passo a passo como deve ser aplicada a insulina (NOSSO CLÍNICO, edição 107). O médico veterinário sabe quais as dificuldades, por isso é a pessoa mais indicada para este tipo de orientação.

Informações relativas à forma como o frasco é homogeneizado, as seringas utilizadas bem como a dose da insulina também devem ser verificadas.

A aplicação da insulina (por via subcutânea) bem como o correto local de aplicação influenciam na absorção da insulina e consequentemente na resposta terapêutica.

O alimento oferecido ao paciente deve ser de acordo com a prescrição nutricional realizada pelo médico veterinário, considerando-se as quantidades, se oferecidos ao paciente, podem prejudicar consideravelmente o controle glicêmico. O uso de ração coadjuvante para diabéticos não substitui a aplicação da insulina e também não substitui a avaliação do paciente pelo médico veterinário. Em algumas situações o paciente pode receber um alimento caseiro, e neste caso, a dieta deve ser formulada por médico veterinário especializado em nutrição e nutrição clínica.

O uso de medicamentos que contenham em sua formulação corticoide (tópico ou oral) pode promover um mau controle glicêmico do paciente diabético. Neste contexto, é fundamental orientar o tutor a não administrar nenhum medicamento sem a devida orientação do médico veterinário especializado em endocrinologia.

 

Fatores associados ao manejo da insulina

O armazenamento do frasco de insulina na geladeira deve ser na posição vertical, e protegido da luz. Não é recomendado colocar o frasco de insulina na porta da geladeira ou em local próximo ao congelador.

Deve-se verificar também a data de validade da insulina e a forma como a insulina foi transportada do local de compra para a residência do tutor – deve ser transportada em recipiente térmico e devidamente refrigerado.

É fundamental também verificar se o frasco da insulina não apresenta contaminações por erros/falhas durante a preparação da dose da insulina.

 

Fatores associados às doenças concomitantes

O paciente pode apresentar controle glicêmico adequado devido à presença de doenças concomitantes, como por exemplo, hiperadrenocorticismo canino, obesidade, pancreatite, insuficiência pancreática exócrina, hipertireoidismo felino, acremegalia felina. O diestro em cadelas é uma condição fisiológica que promove alterações no controle glicêmico do paciente diabético.

Manutenção Preventiva BC2800VET

Visando o melhor e mais eficaz desempenho do BC-2800 Vet é necessário a realização da manutenção preventiva a cada 20 meses em média. Essa periodicidade está condicionada à quantidade de amostras, ao número de vezes por dia que o equipamento é ligado, às espécies que são analisadas e outros fatores relacionados ao desgaste das peças do equipamento.

O processo de manutenção aborda seis etapas importantes para o bom funcionamento do equipamento, sendo elas: revisão de todas as funções; troca, desmontagem, limpeza e verificação de peças; testes de performance; teste de repetitividade; ajustes de fator do equipamento e calibração.

A primeira etapa do processo tem por objetivo revisar todas as funções do equipamento, que são: hidráulica, pneumática, mecânica e eletrônica. Para isso é realizada a desmontagem do mesmo para verificação interna dos seus componentes. Nota-se sua estrutura, as partes com desgaste severo, movimentos mecânicos, fluxo hidráulico bem como os possíveis pontos de vazamento, finalizando com a troca das peças que são de desgaste natural.

As peças trocadas fazem parte do kit preventivo do BC-2800 Vet, o qual está contemplado no pacote da manutenção, e consiste em:

– Anéis de vedação da câmara de contagem, responsáveis pela vedação da micro abertura por onde as células passam;

– Filtros de ar da entrada da linha de amostra, que impedem a entrada de impurezas;

– Bloco de lavagem de agulha, o qual realiza a limpeza externa da agulha impedindo o erro de arraste;

– Tubulação da agulha de aspiração; parte responsável pela aspiração da amostra;

– Tubulações do sistema de vácuo; o que controla a estabilidade do fornecimento de vácuo durante as contagens das células;

– Tubulações do metering tube; responsável pela contagem de tempo durante a contagem das células.

Algumas peças ainda são desmontadas, limpas e verificadas, como: seringa de 50ul que aspira a amostra; seringa de 10ml, que aspira o diluente; agulha de pipetagem, que coleta o sangue do tubo de amostra e bomba de vácuo/pressão, que é responsável por produzir o vácuo e a pressão necessários para o correto funcionamento.

Durante a manutenção, o equipamento é totalmente drenado e ao final do procedimento é remontado, passando por alguns testes de performance, em que os três reagentes são aspirados para o equipamento e verificados.

Assim que o equipamento finalizar os testes de performance, os resultados de WBC, RBC, HGB, HCT e PLT estarão zerados e o equipamento estará pronto para o teste de repetitividade, esse, consiste em verificar a estabilidade da leitura do analisador. Para tal usa-se uma amostra fresca e passa-se de três a cinco vezes no equipamento verificando se todas as leituras estão próximas.

Ao final ainda será realizado o ajuste de fator do equipamento, utilizando-se o sangue controle, e os fatores de calibração do BC-2800 Vet, que serão ajustados para que a leitura esteja dentro da medida homologada pelo fabricante.

Todo o procedimento apresentado dura em torno de 2h e pode ser realizado na clínica do veterinário ou na sede da Bio Brasil, sendo responsabilidade do cliente garantir o transporte do técnico até o local ou o envio do BC-2800 Vet. Após a manutenção, o equipamento estará apto para funcionar com seu máximo potencial por mais 20 meses.

 

Equipe Bio Brasil.

INTERPRETANDO O RDW EM MEDICINA VETERINÁRIA

Introdução

A anemia pode ser definida como a diminuição da concentração sanguínea de hemácias, hemoglobina e/ou volume globular (VG) de um animal. Entretanto, apenas constatar a existência da anemia representa uma avaliação superficial da condição fisiopatológica do paciente. A análise de parâmetros como o volume corpuscular médio (VCM), a concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM), a concentração de reticulócitos, características hematoscópicas e o RDW permitem classificar o processo anêmico e auxiliar na determinação da sua causa, prognóstico e alternativas terapêuticas. A literatura relacionada com hematologia veterinária relata amplamente a existência de três tipos de classificações básicas para as anemias. As anemias podem ser classificadas de acordo com as alterações apresentadas por seus índices eritrocitários em macrocíticas, normocíticas, microcíticas, hipocrômicas e normocrômicas. Também poderemos classificar as anemias de acordo com os mecanismos patofisiológicos de formação da anemia. Desta forma as anemias podem ser hemolíticas, hemorrágicas ou hipoproliferativas. Por último, classificamos as anemias de acordo com a existência de resposta medular em regenerativas ou arregenerativas. A utilização do RDW juntamente com outros parâmetros hematológicos para analisar o eritrograma de um animal representa uma maneira eficiente de enquadrar a anemia dentro destas classificações.

VCM

O VCM é um índice eritrocitário responsável por informar o volume médio de cada eritrócito. Conforme a anemia vai se instaurando, a medula óssea começa a receber o estímulo da eritropoietina secretada em maior quantidade pelo rim para produzir e liberar mais células eritroides na corrente sanguínea na tentativa de reestabelecer a concentração sanguínea de hemácias dentro do intervalo de referência. Durante este processo ocorre a liberação de células eritroides mais jovens, ou imaturas, na corrente sanguínea, chamadas de reticulócitos. Os reticulócitos apresentam volume celular maior comparado a uma hemácia adulta e, por este motivo, quando começam a atingir uma concentração significativa na corrente sanguínea, ocorre um consequente aumento no VCM. Quando o VCM assume valores acima do intervalo de referencia definido para a espécie nós definimos estas anemia como macrocítica. A reticulocitose não é a única causa de macrocitose, porém quando observada em um animal anêmico sugere a existência de um processo regenerativo medular eritroide ativo ou prévio. Entretanto a reticulocitose é considerada o achado confirmatório de existência de resposta medular e pode ser aferida precisamente através da mensuração de sua concentração sérica ou altamente sugerida através da observação de policromasia na hematoscopia. Além da macrocitose, outros parâmetros podem sugerir a existência de resposta medular são presença de corpúsculos de howelljolly, hipocromia, metarrubricitose e RDW aumentado. O VCM também pode alterar-se para baixo quando uma população eritocitária é formada predominantemente por células eritroides microcíticas ou com volume celular reduzido. As anemias microcíticas costumam ser causadas pelo desenvolvimento de uma deficiência de ferro que, em cães e gatos adultos, normalmente é causada por hemorragias crônicas.

 

Anisocitose

A anisocitose (Figura 1) é uma alteração morfológica celular observada através da microscopia óptica em esfregaço sanguíneo, ou hematoscopia. É caracterizada pela diferença de diâmetro celular e pode ser quantificada em discreta, moderada e intensa ou em cruzes (1+,2+ e 3+). É esperado que quando hemácias de diferentes tamanhos comecem a compor a população eritroide em concentrações mais expressivas seja possível observar a presença de anisocitose na hematoscopia. Quanto maior a concentração destas células com volume alterado na concentração sanguínea, maior será grau de anisocitose observado.

 

 

 

 

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Figura 1: Anisocitose moderada em um esfregaço de sangue de cão

RDW

O RDW é a sigla para a expressão em inglês “red cell distribuition width” que, em tradução direta para o português, significa amplitude de distribuição eritrocitária. É um parâmetro que visa quantificar a heterogeneidade do volume celular eritrocitário presente em uma amostra, ou traduzir em números contínuos o grau de anisocitose eritrocitária presente em uma amostra de sangue animal. Esta ferramenta diagnóstica representa o coeficiente de variação da curva de histograma do volume eritrocitário e é calculada através da razão entre o desvio padrão desta curva pelo VCM (ou média exibida pela curva) da amostra, conforme fica demonstrado pela fórmula e figura a seguir.

Captura de Tela 2016-05-25 às 21.20.28

Histograma da distribuição dos diferentes volumes eritrocitários presentes na amostra de sangue analisada. O RDW é proporcional à largura da curva destacada na figura.
Fonte: Adaptado de Thrall (2007)

Desta forma, quando o RDW apresenta valores acima do intervalo de referencia podemos imaginar que exista um número aumentado de hemácias de diferentes volumes, ou tamanhos de circulação. Estas hemácias de tamanho alterado podem ser microcíticas, macrocíticas ou um conjunto dos dois tipos de hemácias, dependendo do tipo de processo formador da anemia a que o animal está submetido.
Também podemos esperar que, possivelmente este número de hemácias com volume alterado ainda não seja suficiente para deslocar o valor do VCM para cima ou para baixo do intervalo de referencia e, por este motivo, o RDW é considerado um parâmetro mais sensível ou precoce para detectar as variações de volume celular existentes em uma amostra de sangue decorrentes de reticulocitose ou deficiência de ferro.
Caso o tipo de hemácia predominante seja o macrocítico podemos suspeitar da existência de um processo regenerativo medular frente à anemia e caso seja microcítico podemos suspeitar de deficiência de ferro. Entretanto, para que possamos realizar este tipo de interpretação devemos associar a avaliação do RDW com a avaliação de outros parâmetros como o VCM. Presença de anemia associado a RDW dentro do intervalo de referencia sugere anemia arregenerativa.
Para que a melhor interpretação diagnóstica seja obtida, a avaliação do RDW nunca deve ser feita de maneira isolada à avaliação dos outros parâmetros hematológicos.

DR. LUIZ EDUARDO RISTOW
tecsa@tecsa.com.br
MV. Mestre em Medicina Veterinária UFMG
CRMV-SP 5540 V
CRMV-MG 3708

UTILIZAÇÃO DO CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL NA PRÁTICA CLÍNICA

REVISTA: Nosso Clínico – medicina veterinária para animais de companhia
Ano 19 – nº109 – jan/fev 2016
SESSÃO: CARDIOLOGIA
AUTOR: PROF. DR. RONALDO JUN YAMATO – Sócio-proprietário da NAYA Especialidades – www.nayaespecialidades.com – cardiologia@nayaespecialidades.com

UTILIZAÇÃO DO CONTROLE DA PRESSÃO ARTERIAL NA PRÁTICA CLÍNICA

A mensuração da pressão arterial na prática clínica de pequenos animais tornou-se um importante meio de avaliação do sistema cardiovascular e essencial para o diagnóstico de quadros hipertensivos ou hipotensivos. Esta importante ferramenta de avaliação é também de grande valia no monitoramento de pacientes em terapia com diuréticos, vasodilatadores, reposição volêmica e ainda, aqueles pacientes com doença renal crônica ou endocrinopatias, tais como hiperadrenocorticismo, o “diabetes mellitus” e o hipertireoidismo.
Existem atualmente dois métodos para a mensuração da pressão arterial sistêmica, os invasivos e os não invasivos. Os métodos invasivos são representados principalmente pela cateterização da artéria femoral e o monitoramento através do cateter de “Swan Gans”; e os não invasivos, o método oscilométrico e o “Doppler” vascular, sendo este último o mais utilizado na rotina da clínica de pequenos animais

Hipertensão Arterial Sistêmica
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) em cães e gatos é definida como o aumento da pressão arterial (pressão arterial sistólica > 150 mmHg e pressão diastólica >_90 mmHg) que irá causar sequelas e manifestações clínicas. Fatores como a “síndrome do jaleco branco”, idade, sexo, raça e condição corpórea podem exercer influência sobre os valores obtidos na mensuração da pressão arterial (PA). Alguns procedimentos podem ser realizados para minimizar a influência da “síndrome do jaleco branco” tais como a ambientação do animal (5 a 10 minutos) na sala de atendimento e realizar a mensuração da PA antes de qualquer procedimento.
Podemos classificar as caudas da HAS em idiopática e secundária, sendo que mais de 80% são secundárias tais como insuficiência renal, endocrinopatias (hiperadrenocorticismo, “Diabetes Mellitus” e hipertireoidismo), cardiopatias e iatrogênica (corticoideterapia e administração de eritropoietina). A HAS idiopática apresenta ocorrência extremamente rara em cães e gatos.
Geralmente a HAS não apresenta manifestações clínicas, porém este quadro apresenta alto potencial em causar lesões irreversíveis em determinados órgãos, por este motivo o diagnóstico precoce da HAS é de extrema importância para a prevenção de lesões ou progressão de certas doenças. Os animais com HAS podem apresentar lesões em órgãos alvos (LOA) como os olhos, rins, cérebro e coração. Estas lesões podem ser imediatas ou tardias e na maioria dos casos, como anteriormente citado, irreversíveis. A HAS pode ainda, colaborar com a progressão de determinada doença como, por exemplo, a insuficiência renal. Dentre as principais manifestações clínicas da HAS podemos citar cegueira repentina, epistaxe, incoordenação motora e raramente a insuficiência cardíaca congestiva.
O tratamento da HAS deve seguir objetivos tais como diminuir a possibilidade de LOA, elaborar um esquema de controle da PA, buscar a causa da HAS e tratá-la, e procurar a redução gradual da PA. Deve-se salientar que o controle da HAS não significa a cura, por este motivo, o proprietário deve ser orientado a seguir um esquema de controle rigoroso da HAS através de mensurações periódicas da PA.
Quando valores de PA sistólica e diastólica forem maiores que 180 mmHg e 120 mmHg respectivamente, e manifestações clínicas da HAS (ex, alterações neurológicas, deslocamento de retina, etc…) estiverem presentes nos cães e gatos, estes devem ser tratados imediatamente, ou seja, devem ser considerados pacientes em situação de emergência. As medicações devem ser administras por via intravenosa e o monitoramento da PA constante.
Como anteriormente citado, as mensurações periódicas da PA são de fundamental importância para o controle da HAS e juntamente com este, deve-se também realizar exames laboratoriais (ureia, creatinina e exame de urna tipo I) e de fundo de olho para monitorar os riscos de LOA. Os animais com alto risco de LOA devem ser monitorados a cada 1 a 3 dias, alterações na terapia anti-hipertensiva os controles da PA devem ser realizados semanalmente e os pacientes considerados estáveis, os controles devem ser realizados a cada 1 a 4 meses.

Hipotensão Arterial Sistêmica

A hipotensão arterial sistêmica, tanto para cães como para gatos, deve ser considerada quando a pressão arterial sistólica encontrar-se menor que 80mmHg e a pressão arterial média menor que 60 mmHg, podendo apresentar como causas a redução na pré-carga (hipovolemia e diminuição do retorno venoso), diminuição do tônus vascular (septicemia, anafilaxia e medicamentosa) e disfunção cardíaca (cardiomiopatia, valvopatia, e arritmias).
As principais manifestações clínicas da hipotensão variam conforme a gravidade da lesão e a incluem a taquicardia, o pulso fraco, as mucosas pálidas, o tempo de preenchimento capilar aumentando, o estupor e a fraqueza. A hipotensão, geralmente está associada à diminuição do débito urinário, a taquipneia, a hipotermia e as extremidades frias.
O principal objetivo do tratamento da hipotensão é a reversão rápida do quadro para evitar o choque, insuficiência dos órgãos e a morte do animal. Isto consiste na identificação precoce da causa de base e posterior da doença.